Kia Tasman chega ao Brasil por R$ 249.990 contra Ford Ranger e Toyota Hilux

Kia Tasman estreia no Brasil por R$ 249.990 com motor 2.2 turbodiesel de 210 cv, tração 4x4, carga de 1.007 kg e consumo de até 10,9 km/l

A Kia Tasman acaba de estrear oficialmente no mercado brasileiro, marcando a entrada da fabricante sul-coreana no disputado segmento de picapes médias. Apresentada ao público nacional no Salão do Automóvel de São Paulo de 2025, a caminhonete chega inicialmente em versão única GL, com preço de R$ 249.990.

O valor coloca a primeira picape da Kia em uma faixa abaixo de versões automáticas de algumas das principais referências da categoria. A Toyota Hilux automática mais barata aparece a R$ 294.800, enquanto a Chevrolet S10 WT automática parte de R$ 304.590 e a Ford Ranger XLS 4×4 custa R$ 285.900.

A estratégia da Kia combina uma arquitetura tradicional de picape média com uma proposta visual bastante diferente. A Tasman utiliza chassi separado da carroceria, motor turbodiesel, tração 4×4 e capacidade de carga superior a uma tonelada, mas tenta se diferenciar principalmente pelo design e pelo interior mais digitalizado.

Motor 2.2 turbodiesel entrega 210 cv

Sob o capô, a Kia Tasman GL utiliza um motor 2.2 turbodiesel de quatro cilindros, com 210 cv de potência e 45 kgfm de torque. O conjunto trabalha com transmissão automática de oito marchas e sistema de tração 4×4 com reduzida.

A picape também oferece diferentes modos de condução, incluindo configurações voltadas ao uso cotidiano e programas específicos para terrenos como areia, lama e neve. O projeto segue a arquitetura tradicional body-on-frame, com carroceria instalada sobre chassi, solução comum entre picapes médias destinadas tanto ao trabalho quanto ao uso fora de estrada.

Kia Tasman vista de traseira em terreno fora de estrada
Crédito: Divulgação/Kia

Em relação às principais rivais, a potência coloca a Tasman em uma posição competitiva. A Hilux tem 204 cv, enquanto a Chevrolet S10 chega a 207 cv e a Mitsubishi Triton entrega 205 cv. Em torque, porém, a Kia fica atrás de algumas concorrentes, já que seus 45 kgfm são inferiores aos 50,9 kgfm da Hilux e aos 52 kgfm da S10.

Consumo chega a 10,9 km/l na estrada

Os números de eficiência da Tasman já constam no Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV) do Inmetro. A picape registra 9,5 km/l na cidade e 10,9 km/l na estrada.

A versão brasileira também utiliza tanque de 80 litros de diesel. O conjunto busca equilibrar a capacidade necessária para uso profissional com números de consumo compatíveis com uma picape média movida a diesel.

Porte supera Hilux e se aproxima da Ranger

A Tasman também chama atenção pelas dimensões. São 5,41 metros de comprimento, 1,93 m de largura e 3,27 m de entre-eixos. O porte faz dela uma picape ligeiramente mais comprida que Toyota Hilux e Ford Ranger.

A caçamba mede aproximadamente 1,51 m de comprimento, 1,57 m de largura e 54 cm de profundidade. O volume chega a 1.173 litros, enquanto a capacidade de carga da configuração brasileira é de 1.007 kg.

Esses números colocam a Tasman dentro da proposta esperada para uma picape média com uso misto, já que a capacidade superior a uma tonelada permite atender tanto atividades profissionais quanto consumidores que procuram um veículo para viagens, reboque ou lazer.

Projeto aposta em capacidade fora de estrada

A Kia desenvolveu a Tasman desde o início como picape, em vez de adaptar a plataforma de um SUV. Na dianteira, a suspensão utiliza braços duplos, enquanto a traseira emprega eixo rígido com feixe de molas, configuração tradicional nesse segmento.

De acordo com a ficha técnica brasileira, a Tasman tem ângulo de entrada de 28,9° e ângulo de saída de 25°. A fabricante também declara capacidade para atravessar áreas alagadas com até 800 mm de profundidade. A picape conta ainda com seletor de tração para diferentes condições de piso.

Design é o ponto mais diferente da Tasman

Visualmente, a Tasman segue uma direção bastante diferente de Hilux, Ranger e S10. A dianteira tem desenho quase vertical, faróis deslocados para as extremidades e grandes molduras plásticas ao redor das caixas de roda.

Na traseira, as lanternas ficam posicionadas nas laterais e a tampa da caçamba recebe o nome da marca em destaque. É uma proposta deliberadamente fora do padrão do segmento, algo que pode ajudar a Kia a criar identidade própria em uma categoria onde várias concorrentes mantêm linhas mais tradicionais.

Cabine reúne quase 30 polegadas em telas

Se o exterior aposta em formas incomuns, o interior segue a linguagem dos modelos mais recentes da Kia. O painel reúne três displays que totalizam 29,6 polegadas.

São 12,3 polegadas para o quadro de instrumentos, outras 12,3 polegadas para a central multimídia e um visor de 5 polegadas dedicado aos comandos da climatização. Android Auto e Apple CarPlay funcionam sem fio, e a picape também oferece carregador por indução e conexões USB.

Interior da Kia Tasman com painel digital e central multimídia
Crédito: Divulgação/Kia

A Kia manteve botões físicos para funções importantes, evitando concentrar todos os comandos na central multimídia. A versão GL ainda traz ar-condicionado automático de duas zonas, chave presencial, partida por botão e remota, faróis e lanternas de LED e rodas de liga leve de 17 polegadas.

Versão GL deixa parte dos sistemas ADAS para depois

Na segurança, a Tasman GL brasileira conta com seis airbags, controles de estabilidade e tração, assistente de partida em rampa, controle de descida, sistema de estabilidade para reboque, câmera de ré e sensores de estacionamento dianteiros e traseiros.

A Kia já confirmou que versões mais completas serão lançadas posteriormente. Essas configurações deverão ampliar principalmente o pacote de assistências ao motorista, já que recursos mais avançados de ADAS ficam reservados para versões futuras.

Com preço de R$ 249.990, motor turbodiesel de 210 cv, tração 4×4 e capacidade de carga superior a uma tonelada, a Tasman entra no Brasil tentando conquistar espaço em uma categoria dominada há anos por marcas tradicionais. A versão GL será responsável por apresentar o modelo ao mercado, enquanto as configurações mais equipadas deverão ampliar a linha posteriormente.

Ficha técnica da Kia Tasman GL

ItemKia Tasman GL
Motor2.2 turbodiesel, 4 cilindros
Potência210 cv
Torque45 kgfm
CâmbioAutomático de 8 marchas
Tração4×4 com reduzida
Comprimento5,41 m
Entre-eixos3,27 m
Volume da caçamba1.173 litros
Capacidade de carga1.007 kg
Tanque80 litros
Consumo urbano9,5 km/l
Consumo rodoviário10,9 km/l
PreçoR$ 249.990

Perguntas frequentes

Quanto custa a Kia Tasman no Brasil?

A Kia Tasman estreia no mercado brasileiro por R$ 249.990 na versão GL.

Qual motor equipa a Kia Tasman?

A versão brasileira utiliza motor 2.2 turbodiesel de quatro cilindros, com 210 cv e 45 kgfm de torque, ligado a um câmbio automático de oito marchas.

Quanto a Kia Tasman pode carregar?

A capacidade de carga informada para a Tasman GL é de 1.007 kg, enquanto a caçamba oferece 1.173 litros de volume.

Qual é o consumo da Kia Tasman?

De acordo com o PBEV/Inmetro, são 9,5 km/l na cidade e 10,9 km/l na estrada.

A Kia Tasman tem ADAS?

A versão GL chega com equipamentos de segurança como seis airbags, controles de estabilidade e tração, câmera de ré e sensores de estacionamento. Sistemas mais avançados de assistência ao motorista deverão aparecer em versões mais completas posteriormente.

Josean Belo dos Santos
SOBRE O AUTOR

Josean Belo dos Santos

Josean Belo dos Santos é editor do Rota dos Carros e atua há cerca de 20 anos na produção de conteúdo sobre o setor automotivo. Ao longo de sua trajetória, escreveu para portais especializados, com passagens por sites como Del Carros e Portal N10, acompanhando de perto as transformações do mercado brasileiro de automóveis. Além da experiência no jornalismo automotivo, Josean é agente de trânsito em Picos, no Piauí, atividade que amplia seu contato diário com temas relacionados à mobilidade, segurança viária, legislação e comportamento dos motoristas. No Rota dos Carros, é responsável pela produção e edição de conteúdos sobre notícias, lançamentos, avaliações, comparativos, preços e ofertas, além de guias de serviço e trânsito. Seu trabalho combina pesquisa em fontes oficiais, apuração própria, entrevistas com profissionais do setor e experiência prática para produzir informações úteis e confiáveis para quem acompanha o mercado automotivo.